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Educação Financeira na Escola: Conteúdo, Público e Aplicações

  • Foto do escritor: Sago Investimentos
    Sago Investimentos
  • há 6 horas
  • 7 min de leitura

Educação financeira na escola ganha força quando parte de decisões que os estudantes reconhecem no cotidiano: comparar preços, planejar gastos, interpretar uma conta de energia, questionar a publicidade e relacionar consumo a consequências sociais e ambientais. É esse encontro entre conhecimento e prática que torna Educação Financeira na Escola uma referência interessante para educadores.


Capa de Educação Financeira na Escola

Publicada em 2021, a obra reúne 14 capítulos distribuídos em dois eixos: Finanças Comportamentais e Finanças Aplicadas ao Currículo. Os textos nasceram de uma parceria entre a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), a AEF-Brasil e a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, articulando formação docente, pesquisa e experiências em diferentes etapas da educação básica.


O volume é organizado por Larissa de Lima Trindade, Moacir Francisco Deimling, Milton Kist, Joel Bavaresco e Lucélia Peron. Ao longo desta análise, mostramos como o livro está estruturado, quais práticas ele documenta, quem tende a aproveitá-lo melhor e quais cuidados ajudam a adaptar as propostas a outras escolas.


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A leitura oferece um repertório concreto para transformar um tema amplo em atividades observáveis. Em vez de ficar apenas na recomendação de “ensinar finanças”, o livro mostra conteúdos, públicos, metodologias e respostas dos participantes.


Qual é a proposta de Educação Financeira na Escola?


A obra registra os desdobramentos do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Financeira para Servidores da Rede Pública Estadual de Ensino do Rio Grande do Sul. Ofertada a distância, a formação teve 212 horas e capacitou 89 profissionais da educação básica, segundo o prefácio.


O primeiro capítulo analisa a formação antes e depois do curso e chama atenção para uma lacuna importante: 92% dos 127 ingressantes afirmaram que aquela havia sido a primeira capacitação em educação financeira de toda a trajetória acadêmica. A partir desse contexto, os demais textos apresentam intervenções realizadas por professores e discutem o que elas revelam sobre aprendizagem, comportamento e cidadania.


Por isso, não se trata de um manual convencional de finanças pessoais. É um livro acadêmico e aplicado, voltado à formação de educadores e à integração transversal do tema ao currículo, com exemplos que passam por Matemática, Física, projetos interdisciplinares, educação de jovens e adultos e atividades com participação das famílias.


Como o livro está organizado


A divisão em dois eixos ajuda a compreender o alcance do projeto. O primeiro concentra fundamentos e comportamento; o segundo mostra como esses conceitos podem aparecer em atividades curriculares e em situações próximas da vida dos alunos.


Eixo I: Finanças Comportamentais


Os sete primeiros capítulos abordam formação docente, neurociência aplicada às decisões, cidadania financeira, planejamento do orçamento familiar e experiências de ensino remoto. Também aparece uma proposta de Física baseada no consumo racional de energia elétrica, mostrando que educação financeira não precisa ficar restrita à aula de Matemática.


O mérito do eixo está em combinar conceitos e atitudes. Os textos discutem poupança, crédito, consumo e planejamento, mas também observam como emoções, hábitos e contexto familiar influenciam escolhas financeiras.


Eixo II: Finanças Aplicadas ao Currículo


Os sete capítulos finais apresentam intervenções ligadas à BNCC, à realização de projetos, ao orçamento doméstico e ao consumo consciente. Entre os exemplos estão cartazes sobre poupar para realizar sonhos, desenvolvimento de aplicativo, leitura crítica das contas de água e luz e o cálculo do custo de um banho.


As experiências alcançam turmas do ensino fundamental e médio, educação profissional e EJA. Essa variedade permite comparar linguagens e estratégias, além de mostrar por que uma mesma atividade precisa ser adaptada à idade, ao repertório e às condições concretas de cada turma.


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O formato digital facilita consultar capítulos isolados durante o planejamento pedagógico. Quem está preparando uma sequência didática pode começar pelo eixo mais próximo da disciplina ou do público com que trabalha e depois ampliar a abordagem.


Sobre os organizadores


A capa e a ficha catalográfica apresentam Larissa de Lima Trindade, Moacir Francisco Deimling, Milton Kist, Joel Bavaresco e Lucélia Peron como organizadores. A distinção é importante: o livro reúne capítulos escritos por diferentes professores, pesquisadores e participantes do projeto.


Larissa de Lima Trindade é professora do curso de Administração da UFFS e coordenou o curso de aperfeiçoamento que deu origem à publicação. Moacir Francisco Deimling é professor da instituição, com formação em Administração e Engenharia de Produção. Milton Kist atua na área de Matemática e de formação docente, com trabalhos ligados ao ensino de Matemática, tecnologias educacionais e educação financeira.


Joel Bavaresco, assistente em Administração da UFFS, e Lucélia Peron, técnica em Assuntos Educacionais, completam a equipe de organização. O conjunto aproxima competências administrativas, matemáticas e pedagógicas — combinação coerente com uma obra que trata simultaneamente de conteúdo financeiro, formação de professores e aplicação curricular.


O que um educador pode aproveitar na prática


O livro é mais útil quando funciona como ponto de partida para criar atividades próprias, e não como roteiro a ser repetido sem adaptação. Três princípios atravessam as experiências apresentadas.


Partir de uma decisão real


Comparar preços, analisar uma fatura, organizar um orçamento fictício ou calcular o consumo de energia dá ao estudante um problema concreto. A conta matemática deixa de ser um fim isolado e passa a apoiar uma decisão que precisa ser explicada.


Trabalhar o tema de forma transversal


Educação financeira envolve números, mas também linguagem, publicidade, cidadania, sustentabilidade e comportamento. Um projeto bem planejado pode articular Matemática, Língua Portuguesa, Ciências Humanas e Ciências da Natureza sem perder clareza sobre o objetivo de aprendizagem.


Proteger a realidade financeira das famílias


Atividades não devem expor renda, dívidas ou dificuldades dos alunos. Casos fictícios e dados públicos permitem discutir escolhas e desigualdades com segurança. Quando houver participação familiar, a proposta precisa ser voluntária, respeitosa e adequada ao contexto da comunidade.


Para quem a leitura é mais útil


O público mais alinhado é formado por professores, coordenadores pedagógicos, estudantes de licenciatura e responsáveis por formação continuada. Gestores de projetos sociais também podem usar os capítulos para planejar oficinas com jovens e adultos.


A obra favorece quem procura estudos de caso e metodologias, especialmente para conectar educação financeira à BNCC e a diferentes disciplinas. Como os capítulos são independentes, o leitor pode selecionar primeiro as experiências mais próximas da própria realidade escolar.


A UFFS também disponibiliza a obra em acesso aberto no repositório institucional. A edição da Amazon pode ser conveniente para quem prefere organizar a leitura e as marcações no ecossistema Kindle.



Pontos fortes e limitações


O principal ponto forte é a proximidade com a prática escolar. Os capítulos informam público, contexto, metodologia e resultados, permitindo observar como propostas diferentes funcionaram com alunos do ensino fundamental, médio, profissional e EJA.


Outro mérito é evitar uma visão estreita da educação financeira. A obra relaciona orçamento, consumo, sonhos, saúde, energia, sustentabilidade e cidadania, oferecendo caminhos para que o tema seja realmente transversal.


A principal limitação é temporal e contextual. As experiências foram construídas sobretudo em 2019 e 2020, muitas delas durante o ensino remoto, e estão ligadas à rede pública do Rio Grande do Sul. Ferramentas digitais, meios de pagamento e golpes mudaram desde então; por isso, exemplos tecnológicos precisam de atualização e as metodologias devem ser ajustadas à etapa de ensino, à comunidade e aos recursos disponíveis.


Educação Financeira na Escola vale a pena?


Vale a pena para educadores que desejam sair da discussão genérica e conhecer experiências documentadas de formação docente e sala de aula. A estrutura em dois eixos ajuda tanto quem busca fundamentos sobre comportamento financeiro quanto quem precisa de ideias para o currículo.


O maior valor está na variedade de aplicações: orçamento, consumo, energia, tecnologia, sonhos e participação das famílias aparecem em contextos educacionais concretos. Para aproveitar bem a leitura, convém selecionar os capítulos compatíveis com o próprio público e atualizar exemplos financeiros e digitais antes de levá-los à turma.


Perguntas Frequentes (FAQ)


As respostas abaixo resumem autoria, estrutura, formato e uso pedagógico da obra.


Quem escreveu Educação Financeira na Escola?


O volume foi organizado por Larissa de Lima Trindade, Moacir Francisco Deimling, Milton Kist, Joel Bavaresco e Lucélia Peron. Os 14 capítulos têm autores diferentes, incluindo docentes, pesquisadores e profissionais que participaram das experiências relatadas.


Quantos capítulos o livro tem?


São 14 capítulos, distribuídos em dois eixos: Finanças Comportamentais e Finanças Aplicadas ao Currículo. A edição impressa consultada tem 196 páginas.


O livro é indicado apenas para professores de Matemática?


Não. Há forte presença de cálculos e orçamento, mas a proposta é transversal. Os capítulos também tratam de cidadania, comportamento, linguagem, saúde, sustentabilidade, consumo e tecnologia.


O conteúdo serve para quais etapas de ensino?


As experiências abrangem ensino fundamental, ensino médio, educação profissional e EJA. Cada proposta precisa ser adaptada à idade, ao currículo e à realidade da turma.


A edição vinculada está disponível em formato digital?


Sim. A edição vinculada corresponde ao e-book em português, 1ª edição, publicado pela Paco e Littera em 4 de agosto de 2021.


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Paulo Vasconcelos – Editor do Sago Investimentos


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